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Onde se explica um título

por ., em 21.03.18

 Em 1969, os Beatles gravam Let It Be, que lançam em 1970 no histórico Abbey Road (o último álbum de originais dos quatro magníficos de Liverpool).

Dez anos depois, no CERN (organização europeia para a invetigação nuclear), Tim Berners-Lee constrói o ENQUIRE, num esforço de facilitar a partilha e pesquisa de documentos entre colegas. E nove anos mais tarde, em Março de 1989, o mesmo Tim Berners-Lee desenvolve uma proposta de gestão da informação num sistema mais elaborado. Essa proposta é formalizada em 1990, com a ajuda de Robert Cailliau. O que daí resulta é um fenómeno que hoje se exprime em apenas 3 letras (ou, mais simples ainda, por uma só letra representada 3 vezes) e a que por extenso chamamos World Wide Web.

Recorrendo a um computador futuristicamente baptizado NeXTcube, Berners-Lee conseguiu, no espaço de um ano, construir todas as ferramentas necessárias ao desenvolvimento do sistema: navegador, servidor e primeiras páginas web, que descreviam o próprio projeto.

A 6 de agosto de 1991, Berners-Lee publica um resumo de todo o processo, no grupo noticioso alt.hypertext — Foi o princípio da web como um serviço publicado na Internet. Hoje é conhecida como Web 1.0:

 

Unidireccional (essencialmente de leitura)
45 milhões de utilizadores (1996)
Direccionada a empresas
Home Page
Conteúdo privado
Portais HTML
Web forms
Netscape
Page views

 

Estamos agora em Outubro de 2004. A Internet, nos moldes supra-descritos, passa por dificuldades. Nos Estados Unidos da América, tem lugar uma série de conferências sobre a Web entre a O'Reilly Media (empresa do irlandês Tim O'Reilly) e a MediaLive International. Aí, constata-se que as empresas que conseguiram sobreviver à crise do .com possuíam características comuns entre si. Dessas características, criou-se uma série de conceitos agrupados a que se chamou: Web 2.0. Mas se das conferências de 2004 saiu a iniciativa de dar vida à nova cara da Web, a ideia e o nome já vinham de 1999. É aliás em Janeiro desse ano que Darcy DiNucci (notabilizada pelo desenvolvimento de experiências interactivas) usa pela primeira vez o termo "Web 2.0", no seu artigo «Fragmented Future»:

"The Web we know now, which loads into a browser window in essentially static screenfuls, is only an embryo of the Web to come. The first glimmerings of Web 2.0 are beginning to appear, and we are just starting to see how that embryo might develop (…)".

DiNucci tinha razão e só teve de esperar 5 anos para ver o resultado das suas previsões. A Web, em versão 2.0, passava a ser:

 

Bidireccional: todos produzem, todos lêem (este blog é disso uma prova)
1 bilião de utilizadores (2006)
Direccionada a comunidades
Blogs (Web it be!)
Conteúdo partilhado
XML, RSS
Web application
Google
Cost per click

 

Graças à Web 2.0, o Let it Be (que está perto de fazer meio século) pode agora ser ouvido por quem lê este post, directamente a partir desta página. E Beatles, eu, o leitor, todos, directa e indirectamente; síncrona e assincronamente; crónica a anacronicamente, interagimos uns com os outros graças a este sítio virtual onde partilhamos as nossas impressões, expressões, criações, e onde o principal é comunicar livremente: Web it be!

No fundo, explica O'Reilly, a Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e o entendimento das regras que garantem o sucesso dessa plataforma. A regra mais importante é desenvolver aplicações que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores — tal como deveria acontecer com as pessoas.

IMD | Klossnet | Human Factor.jpg

 

 

 

 

 

 

 

publicado às 19:06


3 comentários

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De Anónimo a 28.03.2018 às 22:05

Fiquei muito mais esclarecida !
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De Anónimo a 28.03.2018 às 22:10

porque é que me parece ironia? :D
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De Anónimo a 28.03.2018 às 22:16

hmm... nem desconfio :b

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